# MUNDANOLOGIA ASTROLÓGICA — ASSASSINATO DE JÚLIO CÉSAR
## 15 de março de 44 a.C., 11:00, Roma
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## 🪐 Contexto astrológico do momento
O céu de 15 de março de 44 a.C. apresentava uma configuração extremamente tensa, que vinha "amadurecendo" há décadas. A chave principal — a Cruz Maior, formada por Urano (21°48′ de Virgem), Sol (22°35′ de Peixes), Plutão (28°02′ de Gêmeos) e Júpiter (26°02′ de Sagitário). Esta figura é raríssima: quatro planetas em intervalos de 90 graus, cada um em signo mutável, criando um fogo cruzado de energias sem saída. Em Peixes, o Sol perdia sua vontade numa névoa mística, enquanto Plutão em Gêmeos — signo da comunicação e das conspirações — conferia poder secreto, organizado através da palavra e das conexões. Júpiter em Sagitário — expansão, fé, lei — estava em oposição a Plutão (orbes 2.0°), significando um confronto direto entre o poder supremo (Júpiter/Júpiter) e a força subterrânea de destruição (Plutão/Plutão). Urano em Virgem — revolução através dos detalhes, burocracia, "limpeza" — completava a quadratura com ambos. Esta Cruz Maior não apenas "mostrava conflito" — ela estruturava a realidade como um campo de batalha, onde cada força bloqueava a outra.
Três conjunções estelares precisas acrescentavam um tom fatídico: Saturno em conjunção exata com Kaus Borealis (Parte Norte do Arco de Sagitário) — arquétipo do guerreiro, arqueiro, apontado para o alvo; Netuno em conjunção exata com Alioth (Ursa Maior) — proteção das forças superiores, mas também ilusão de que essa proteção funcionará; Plutão em conjunção exata com Prócion (Cão Menor) — popularidade, fama, mas é precisamente ela que se torna o alvo. Prócion é a estrela "que precede o Cão", na antiguidade associada à traição vinda do círculo de confiança. Plutão nesta estrela — assassinato de uma figura pública por aqueles que estavam próximos.
Mercúrio (7°18′ de Peixes) em quadratura com Saturno (8°11′ de Sagitário) com orbes de 0.9° — aspecto precisíssimo de "selamento da informação". A conspiração não era apenas secreta — era estruturalmente invisível, como se os próprios deuses tivessem fechado as bocas. Saturno em Sagitário — lei, dogma, "velha ordem" — bloqueava qualquer aviso que pudesse salvar César. Historicamente, sabe-se: o vidente Spurinna advertiu César "cuidado com os Idos de março", mas César ignorou — este é o trabalho da quadratura Mercúrio-Saturno: a informação existe, mas não chega à consciência.
Marte (10°46′ de Gêmeos) em sextil com Netuno (9°48′ de Leão) com orbes de 1.0° — ação (Marte) através da ilusão e confusão (Netuno). Os assassinos não agiram como uma unidade militar clara, mas como um grupo onde cada um empurrava o outro, criando caos. Sêneca escreveu: "Eles desferiam golpes às cegas, ferindo uns aos outros". Este aspecto descreve exatamente essa dinâmica — agressão misturada com névoa.
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## ⚡ Potencial e força do evento
Por que exatamente 15 de março de 44 a.C., e não antes ou depois? A resposta — em três T-quadrados convergindo em Plutão e Urano, e no fato de que Plutão estava na 1ª casa (conjunção com o Ascendente, orbes 1.4°). Plutão na 1ª casa não é apenas "transformação da personalidade", mas transformação do próprio rosto da época. César não era um homem, mas uma instituição: seu rosto era o rosto do novo poder. Ascendente em Gêmeos, Plutão em Gêmeos no ASC — conspiração nascida na comunicação, no círculo de iguais, "irmãos de armas". Historicamente: os conspiradores não eram inimigos, mas senadores que César perdoou e elevou — Bruto, Cássio, Décimo Bruto. Plutão no ASC — assassinato pelos "seus", de dentro do sistema.
Sol em oposição a Urano (0.8°) — o aspecto mais preciso do mapa depois das conjunções estelares. É uma ruptura súbita e chocante (Urano) com o centro de poder (Sol). Na astrologia mundana, o Sol é o governante, monarca, ditador. Urano na 4ª casa (casa das raízes, fundamentos, "solo" do Estado) — revolução nos fundamentos. Oposição entre a 4ª e a 10ª casa: poder (10ª casa) e povo/tradição (4ª casa) rompidos. Historicamente: o assassinato ocorreu no Teatro de Pompeu — lugar construído por Pompeu, inimigo de César. Assassinato aos pés da estátua de Pompeu — Urano em Virgem, "retorno da dívida" através dos detalhes do lugar.
Sol em oposição à Lua (1.4°) — lua cheia exata, mas no mapa não é apenas uma lua cheia, e sim uma lua cheia em Peixes e Virgem. Sol em Peixes — sacrifício, dissolução de fronteiras; Lua em Virgem — crítica, análise, "limpeza". A lua cheia é o momento de máxima tensão entre o consciente (Sol) e o inconsciente coletivo (Lua). Na astrologia mundana, é o ponto onde o "povo" (Lua) se opõe ao "governante" (Sol). Lua na 4ª casa — povo, base, raízes. Historicamente: após o assassinato, o povo de Roma primeiro caiu em choque, depois em fúria — mas não contra os assassinos, e sim contra a ideia do assassinato. Esta lua cheia "explodiu" o inconsciente coletivo.
T-quadrado Sol-Júpiter-Urano (Sol quadratura Júpiter 3.4°, Júpiter quadratura Urano 4.2°) — conflito entre o poder pessoal (Sol), expansão/lei (Júpiter) e revolução (Urano). Júpiter em Sagitário — "lei suprema", religião, império. Urano em Virgem — "revolução de baixo", através dos detalhes, através do povo. Este T-quadrado significa que qualquer expansão do poder leva à revolução, e qualquer revolução exige uma nova lei — mas nenhuma pode ser concluída. Historicamente: César foi assassinado exatamente no momento em que se preparava para se tornar rei (Júpiter-expansão do poder), e seu assassinato não restaurou a República (Urano-revolução não teve sucesso), mas levou à guerra civil e ao império.
T-quadrado Sol-Plutão-Urano (Sol quadratura Plutão 5.4°, Plutão quadratura Urano — exata através da oposição) — conflito entre o poder pessoal (Sol), transformação através da morte (Plutão) e ruptura súbita (Urano). É o "triângulo da morte" para o governante. Plutão no ASC — assassinato como ritual; Urano na 4ª casa — ruptura com o passado. Historicamente: César foi assassinado 23 vezes — número não aleatório, é o "corte" ritual do poder. Plutão no ASC torna o assassinato não apenas um ato político, mas um sacrifício sagrado da velha ordem.
Marte (12ª casa) em oposição a Saturno (6ª casa) com orbes 2.6° — conflito entre inimigos ocultos (12ª casa) e estrutura/dever (6ª casa). Marte em Gêmeos — "golpe através da palavra", através da conspiração; Saturno em Sagitário — "lei", "dogma". Os assassinos se consideravam "restauradores da lei" (Saturno), mas agiam como assassinos ocultos (Marte na 12ª). Historicamente: os conspiradores se autodenominavam "libertadores" (liberatores), mas suas ações levaram ao caos. Marte-Saturno é sempre um conflito entre ação e limitação, que neste mapa levou à paralisia do poder.
Cruz Maior Urano-Sol-Plutão-Júpiter — não é apenas "tensão", é uma crise estrutural, onde cada planeta bloqueia o outro. Em signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário, Peixes) — crise de adaptação, transição, mudanças. Nenhuma força pode vencer, mas todas são forçadas a agir. É o mapa de uma revolução que não pode se completar, porque qualquer conclusão gera um novo conflito. Historicamente: após o assassinato de César, Roma entrou em 13 anos de guerras civis (44-31 a.C.), até Otaviano estabelecer o Império.
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## 🌊 Consequências — ondas planetárias
Imediatamente após os eventos de 15 de março de 44 a.C., os trânsitos continuaram a desdobrar a Cruz Maior. Em 43 a.C., Júpiter entrou em Áries (signo de fogo) e formou uma quadratura com Plutão em Gêmeos — isso gerou a guerra civil entre os assassinos de César (Bruto, Cássio) e seus partidários (Otaviano, Antônio). A Batalha de Filipos em 42 a.C. (onde Bruto e Cássio morreram) ocorreu quando Saturno em trânsito estava em Sagitário (sobre o Júpiter natal) — "julgamento dos libertadores".
Urano (21°48′ de Virgem) e Plutão (28°02′ de Gêmeos) permaneceram em oposição por signo (Virgem-Gêmeos) até os anos 40 a.C. Esta oposição — "revolução contra o poder secreto" — durou uma década. Em 31 a.C., quando Otaviano derrotou Antônio em Áccio, Urano em trânsito estava a 6° de Libra, e Plutão a 3° de Câncer — quadratura com Plutão natal (28° de Gêmeos) e sextil com Urano natal (21° de Virgem). Isso fechou o ciclo: o "poder secreto" (Plutão) foi vencido pela "nova ordem" (Urano através do sextil).
Saturno em Sagitário (8°11′) tornou-se o ponto de convergência para eventos subsequentes. Em 27 a.C., quando Otaviano aceitou o título de Augusto, Saturno em trânsito estava a 5° de Touro — trígono com Saturno natal (8° de Sagitário). É a "estabilização através da lei". Mas em 14 d.C., quando Augusto morreu, Saturno em trânsito estava a 20° de Áries — quadratura com Saturno natal. A morte de Augusto foi o "eco" do assassinato de César: a velha ordem (Saturno) foi destruída, mas a nova (Augusto) também era mortal.
T-quadrado Marte-Mercúrio-Saturno (Marte 10°46′ de Gêmeos, Mercúrio 7°18′ de Peixes, Saturno 8°11′ de Sagitário) — configuração de "comunicação bloqueada". Após o assassinato de César, Roma entrou num caos informacional: boatos falsos, manipulações, propaganda. Otaviano usou o "Testamento de César" (Mercúrio em Peixes — "mensagem secreta") para mobilizar o povo. Saturno em Sagitário — a "lei", que foi reescrita. Este padrão se repetiu na história: o assassinato de uma figura pública frequentemente leva a uma guerra propagandística (por exemplo, o assassinato de Kennedy em 1963 — padrão análogo de Mercúrio-Saturno no mapa natal dos EUA).
Triângulo tenso-harmonioso Marte-Saturno-Netuno (Marte sextil Netuno 1.0°, Saturno trígono Netuno 1.6°) — configuração de "ação através da ilusão, lei através da fé". Após o assassinato de César, o culto à personalidade de César cresceu ao nível divino — ele foi deificado (Netuno em Leão — proteção divina, Saturno em Sagitário — lei, Marte em Gêmeos — "propagação do culto"). Historicamente: em 42 a.C., o Senado deificou oficialmente César (divus Iulius). Este é o resultado direto do triângulo Marte-Saturno-Netuno: assassinato (Marte) leva à lei (Saturno) sobre a divindade (Netuno).
Plutão no ASC (28°02′ de Gêmeos) — não é apenas assassinato, mas também transformação da personalidade de César em símbolo. Após a morte, César tornou-se "César" — um título (kaiser, czar). Plutão no ASC — o "rosto" do assassinado torna-se arquétipo. Na astrologia mundana, isso significa que o evento muda não apenas a política, mas também a língua, a cultura, os símbolos. "Atravessar o Rubicão", "Idos de março", "Até tu, Bruto?" — todas essas frases tornaram-se parte do inconsciente coletivo.
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## 🌍 Simbolismo para a humanidade
O assassinato de César é o padrão arquetípico do "assassinato do pai" em escala civilizacional. Sol em Peixes (sacrifício, dissolução) em oposição a Urano em Virgem (revolução através da análise) — é o conflito entre a velha ordem, que se tornou mito (Peixes), e a nova ordem, que exige uma limpeza racional (Virgem). Plutão no ASC em Gêmeos — "assassinato através da palavra", através de uma conspiração que se torna lenda. Para a humanidade, este evento significa o fim de uma época onde o poder era pessoal, e o início de uma época onde o poder se tornou institucional.
A Cruz Maior em signos mutáveis — é a crise de transição de uma época para outra. Peixes (Sol) — velha fé, mito; Virgem (Urano) — novo racionalismo; Sagitário (Júpiter) — expansão, lei; Gêmeos (Plutão) — comunicação, conspiração. A República Romana foi construída sobre um acordo oral, sobre a tradição (Peixes-Sagitário). O assassinato de César destruiu isso: depois dele, Roma tornou-se um império construído sobre a lei escrita, sobre a burocracia (Virgem-Gêmeos). A Cruz Maior é a "morte da história oral e o nascimento da história escrita".
Júpiter em Sagitário (26°02′) em oposição a Plutão em Gêmeos (28°02′) — é o conflito entre fé e conhecimento. Júpiter — religião, filosofia, "sentido superior"; Plutão — conhecimento secreto, manipulação, "verdade subterrânea". A religião romana era um instrumento de poder (Júpiter), mas os conspiradores agiam como "sacerdotes do conhecimento secreto" (Plutão). Historicamente: após o assassinato de César, Roma passou da religião republicana ao culto imperial — Júpiter Stator (Sagitário) tornou-se Júpiter Capitolino, e Plutão (Gêmeos) tornou-se o deus do submundo que "controla os segredos".
Urano em Virgem (21°48′) em oposição ao Sol em Peixes (22°35′) — é a revolução contra o mito. Peixes — arquétipo da vítima, de Cristo, do "rei-pescador". César foi assassinado no momento em que seu poder se tornou quase divino (foi nomeado ditador vitalício, usava as botas vermelhas dos reis). Urano em Virgem — é a "destruição da ilusão através do fato". O assassinato de César mostrou que mesmo um governante divino é mortal. Para a humanidade, tornou-se uma lição: nenhum poder é eterno, nenhum mito resiste ao golpe da realidade.
Saturno em Sagitário (8°11′) em trígono com Netuno em Leão (9°48′) — é a lei que se torna ilusão, e a ilusão que se torna lei. Após o assassinato de César, o Senado não conseguiu restaurar a República (a lei de Saturno foi quebrada), mas criou o culto a César (ilusão de Netuno). Este padrão repete-se na história: após o assassinato de um líder, surge frequentemente um culto à personalidade (Lincoln, Kennedy, Gandhi). Saturno-Netuno é a "lei da fé" que substitui a lei real.
Plutão no ASC em Gêmeos — é o "rosto" do evento que se torna símbolo. O Ascendente é como o evento se apresenta ao mundo. Plutão no ASC em Gêmeos — o assassinato de César tornou-se não apenas um ato político, mas um símbolo de traição. "Até tu, Bruto?" — esta frase tornou-se o arquétipo da traição do amigo. Plutão no ASC é a "máscara da morte" que se coloca sobre o rosto de uma época.
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## 📜 Lições astrológicas e padrões
Este evento ensina que a Cruz Maior em signos mutáveis quase sempre precede uma mudança de época. O mesmo padrão (Urano em Virgem, Plutão em Gêmeos, Sol em Peixes, Júpiter em Sagitário) repetiu-se na história: em 1776 (Revolução Americana) — Urano em Gêmeos, Plutão em Capricórnio, Sol em Câncer, Júpiter em Escorpião — outro signo, mas a mesma fixação mutável. Quando Plutão e Urano estão em signos mutáveis, a humanidade vive uma crise de identidade (Gêmeos — "quem somos?", Virgem — "como trabalhamos?", Sagitário — "no que acreditamos?", Peixes — "o que sentimos?").
Plutão no ASC no assassinato de César — é um padrão que se repete na astrologia mundana: quando Plutão está na 1ª casa do mapa natal do evento, o evento torna-se o "rosto" de sua época. Por exemplo, o assassinato de Kennedy (22 de novembro de 1963) — Plutão na 12ª casa em Virgem, mas o Ascendente em Sagitário (signo mutável). Eventos com Plutão em casas angulares (1, 4, 7, 10) mudam o curso da história.
Saturno em oposição a Marte (orbes 2.6°) — é o padrão de "ação bloqueada". Lição: quando Marte e Saturno estão em oposição, qualquer ação direta leva à paralisia. Os assassinos de César agiram (Marte), mas sua ação foi bloqueada (Saturno) — não conseguiram criar um novo poder. O mesmo padrão na revolução russa de 1917: Marte na 10ª casa, Saturno na 4ª — ação contra o poder leva à guerra civil.
T-quadrado Mercúrio-Saturno-Marte (Mercúrio quadratura Saturno 0.9°, Mercúrio quadratura Marte 3.5°, Marte oposição Saturno 2.6°) — é o padrão de "guerra informacional". Lição: quando Mercúrio está em quadratura com Saturno e Marte, a informação torna-se arma, mas também bloqueia a verdade. Após o assassinato de César, Roma foi inundada por propaganda: Otaviano contra Antônio, Bruto contra César. O mesmo padrão na história moderna: assassinato do arcebispo Óscar Romero (1980) — Mercúrio em Áries, Saturno em Virgem, Marte em Câncer — guerra informacional após o assassinato.
Cruz Maior Urano-Sol-Plutão-Júpiter — é o padrão de "fim de ciclo". Lição: quando quatro planetas lentos formam uma cruz em signos mutáveis, o velho sistema morre, mas o novo não pode nascer sem violência. O mesmo padrão em 1914 (início da Primeira Guerra Mundial): Urano em Aquário, Plutão em Gêmeos, Júpiter em Sagitário, Saturno em Gêmeos — outro signo, mas a mesma fixação. Cada vez que Plutão e Urano estão em signos mutáveis, a humanidade vive uma "crise de transição".
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## 📚 Paralelos históricos e repetição do ciclo
Plutão e Urano em signos mutáveis — é uma fase rara do ciclo que se repete aproximadamente a cada 200 anos (ciclo completo de Plutão 248 anos, de Urano 84 anos). Em 44 a.C., Plutão estava em Gêmeos (22°-28°), Urano em Virgem (21°). Em 1776 (Revolução Americana), Plutão estava em Capricórnio (signo fixo), Urano em Gêmeos (mutável) — isso gerou uma revolução, mas não o "assassinato do pai", e sim o "nascimento de uma nação". Em 1914 (Primeira Guerra Mundial), Plutão estava em Gêmeos (28°), Urano em Aquário (signo fixo) — isso gerou o "assassinato do velho mundo" (Império Austro-Húngaro, Império Russo). Em 2020-2040, Plutão estará em Aquário (mutável? não, fixo), Urano em Gêmeos (mutável) — isso pode gerar uma "revolução da informação", mas não o "assassinato de um líder".
Fase do ciclo waxing (crescente) — é a fase em que Plutão e Urano se movem da conjunção para a oposição. Em 44 a.C., Plutão e Urano estavam em quadratura (90° um do outro) — é a fase de "crise". A próxima vez que Plutão e Urano estiverem em quadratura (90°) será em 2020-2030 (Plutão em Capricórnio/Aquário, Urano em Touro). Isso pode gerar uma "crise de poder", mas não o "assassinato de um líder", e sim a "morte das instituições". Em 44 a.C., a quadratura Urano-Plutão (Urano em Virgem, Plutão em Gêmeos — 90°) gerou o assassinato de César. Em 2020-2030, a quadratura Urano-Plutão (Urano em Touro, Plutão em Aquário — 90°) pode gerar uma "revolução financeira" (Touro — dinheiro) e uma "crise da democracia" (Aquário — povo).
Oposição Júpiter-Plutão (26° de Sagitário — 28° de Gêmeos) — é o ciclo de "expansão contra poder secreto". Em 44 a.C., a oposição era exata. A próxima vez que Júpiter e Plutão estiverem em oposição será em 2024-2025 (Júpiter em Touro, Plutão em Aquário — oposição). Isso pode gerar um "conflito entre fé e conhecimento", mas não assassinato, e sim uma "crise de confiança". Em 44 a.C., a oposição Júpiter-Plutão gerou o assassinato de César. Em 2024-2025, a oposição Júpiter-Plutão pode gerar a "morte da velha fé" e o "nascimento de uma nova visão de mundo".
Trígono Saturno-Netuno (8° de Sagitário — 9° de Leão) — é o ciclo de "lei como ilusão". Em 44 a.C., o trígono era exato. A próxima vez que Saturno e Netuno estiverem em trígono será em 2025-2026 (Saturno em Áries, Netuno em Sagitário — trígono). Isso pode gerar um "restabelecimento da fé através da lei", mas não assassinato, e sim um "renascimento religioso". Em 44 a.C., o trígono Saturno-Netuno gerou a deificação de César. Em 2025-2026, o trígono Saturno-Netuno pode gerar um "novo poder religioso" ou uma "crise da igreja".
Oposição Marte-Saturno (10° de Gêmeos — 8° de Sagitário) — é o ciclo de "ação contra lei". Em 44 a.C., a oposição era exata. A próxima vez que Marte e Saturno estiverem em oposição será em 2024 (Marte em Touro, Saturno em Aquário — oposição). Isso pode gerar uma "crise econômica", mas não assassinato, e sim um "bloqueio de ações". Em 44 a.C., a oposição Marte-Saturno gerou a paralisia do poder após o assassinato. Em 2024, a oposição Marte-Saturno pode gerar uma "paralisia da economia" ou uma "crise de liderança".
Plutão no ASC em Gêmeos — é um padrão único que não se repete exatamente, mas tem análogos. Por exemplo, assassinato de Júlio César (44 a.C.), assassinato de João Batista (28 d.C. — Plutão em Escorpião, ASC em Câncer), assassinato de Thomas Becket (1170 d.C. — Plutão em Capricórnio, ASC em Libra). Cada vez que Plutão está na 1ª casa do evento, o evento torna-se um "símbolo de traição". Plutão em Gêmeos — traição através da palavra; Plutão em Escorpião — traição através do poder; Plutão em Capricórnio — traição através da lei.
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## ❓ Perguntas frequentes
Pergunta: Por que César não soube da conspiração com antecedência, se havia previsões?
No mapa, há uma quadratura exata Mercúrio-Saturno (0.9°). Mercúrio em Peixes — informação dissolvida no misticismo (Spurinna disse "cuidado com os Idos de março", mas não disse "você será morto"). Saturno em Sagitário — lei que bloqueia a informação. Na astrologia mundana, isso significa que a "profecia" existe, mas não pode ser traduzida em ação. Mercúrio na 10ª casa (poder) em quadratura com Saturno na 6ª casa (servos, guarda-costas) — o aviso não chegou àqueles que poderiam proteger. Historicamente: César recebeu um bilhete com os nomes dos conspiradores, mas não o leu — este é o trabalho da quadratura Mercúrio-Saturno: a informação existe, mas é bloqueada pela "lei" (Saturno) — César considerava-se invulnerável.
Pergunta: Por que o assassinato ocorreu ao meio-dia, e não à noite?
Sol a 22° de Peixes na 10ª casa — poder (10ª casa) à vista (Sol em Peixes — sacrifício público). Marte na 12ª casa (inimigos ocultos) em Gêmeos — os conspiradores agiram abertamente, de dia, no centro de Roma. Urano na 4ª casa (raízes, fundamentos) — assassinato na base da estátua de Pompeu. Na astrologia mundana, o meio-dia é a "hora da verdade", quando o poder é visível. Plutão no ASC (1ª casa) — evento à vista. Historicamente: os conspiradores queriam que o assassinato fosse público, para que todos vissem — é um ato de "justiça" (Saturno em Sagitário). Sol na 10ª casa — assassinato do governante à luz do dia.
Pergunta: Por que o assassinato não restaurou a República, mas levou ao império?
No mapa, há a Cruz Maior Urano-Sol-Plutão-Júpiter, que bloqueia qualquer conclusão. Júpiter em Sagitário (expansão, lei) em oposição a Plutão em Gêmeos (poder secreto) — os conspiradores queriam restaurar a lei antiga (Júpiter), mas seu método (Plutão) era destrutivo. Urano em Virgem (revolução através dos detalhes) — eles mataram um homem, mas não mudaram o sistema. Na astrologia mundana, isso significa: "o assassinato de um líder não mata a estrutura de poder". Historicamente: após o assassinato de César, seus partidários (Otaviano, Antônio) usaram seu nome para tomar o poder. Plutão no ASC — o "rosto" do assassinado torna-se um símbolo mais forte que o vivo.
Pergunta: Por que Bruto, a quem César considerava um filho, tornou-se o principal assassino?
Plutão no ASC em Gêmeos — "traição através do sangue". Gêmeos é o signo dos irmãos, do "segundo eu". Plutão no ASC — assassinato pelo "seu". Na astrologia mundana, isso significa que os conspiradores não eram inimigos, mas as pessoas mais próximas. Marte na 12ª casa (inimigos ocultos) em Gêmeos — "golpe de um igual". Historicamente: Bruto era filho de Servília, amante de César, e César tratava-o como filho. No mapa, isso é refletido por Plutão no ASC — "assassinato do pai pelo filho". Sol em Peixes (vítima) em oposição a Urano em Virgem (ruptura) — "ruptura com o passado".
Pergunta: Quais são os paralelos com assassinatos modernos de líderes?
Assassinato de Kennedy (22 de novembro de 1963) — Plutão em Virgem (12ª casa), Urano em Libra (8ª casa), Sol em Escorpião (1ª casa) — padrão semelhante de "assassinato público de um líder carismático". Mercúrio em Escorpião (informação oculta) em quadratura com Saturno em Aquário (lei bloqueada) — o mesmo padrão de "informação bloqueada". A diferença: em 1963, Plutão estava na 12ª casa (inimigos ocultos), não na 1ª (rosto do evento). Isso significa que o assassinato de Kennedy tornou-se um "mistério" (12ª casa), enquanto o de César tornou-se um "símbolo" (1ª casa). Ambos, no entanto, mudaram o curso da história.